quinta-feira, 6 de outubro de 2011

CRUZEIROS DICAS

As manhas da vida a bordo Depois do embarque, o passageiro deve tomar uma série de cuidados. A ideia é gastar com sabedoria, desfrutar dos serviços que valem a pena e curtir cada minuto dentro e fora do navio
Publicação: 04/10/2011 01:11

 Presentes em todos os navios de cruzeiros, cassinos são proibidos para menores e não funcionam quando as embarcações estáo atracadas (Thiago neres/dp/d.a Press)
Presentes em todos os navios de cruzeiros, cassinos são proibidos para menores e não funcionam quando as embarcações estáo atracadas

Depois de muita espera, finalmente começou a viagem. Agora, é só pedir o seu bom drinque e se livrar de todas as preocupações, certo? Quase isso. Os cruzeiros marítimos são uma opção única para relaxar e curtir uma boa viagem, mas recomendam-se algumas precauções. Afinal, não há coisa pior do que ter problemas bem no meio do percurso. Imprevisto é imprevisto. Como o próprio nome diz, aparece na hora que a gente menos espera. É equipamento que pifa, dinheiro que some, programação que atrasa, estômago que fica mais sensível e por aí vai. Para evitar as dores de cabeça – e de bolso –, tenha em mente mais algumas dicas.


NO NAVIO

Quais os cuidados necessários com objetos de valor, como joias e eletroeletrônicos? Existem cofres ou sistemas de segurança antifurto?
Todas as cabines, independentemente do local ou do preço, contam com cofres individuais para guardar eletrônicos, joias e dinheiro. O espaço é relativamente pequeno, então convém não carregar muitos objetos de valor. No embarque e no desembarque, leve esses objetos sempre na bagagem de mão. Assim, caso alguma mala seja extraviada, o prejuízo torna-se mínimo.

Existe conexão com a internet em alto-mar? E sinal telefônico? Se não, como se comunicar com os parentes em terra firme?
Cada vez mais navios saem da costa com disponibilidade de internet sem fio (wireless). O serviço é cobrado à parte (e caro, por sinal), e o cliente pode pagar de acordo com o uso ou comprar pacotes pré-pagos. As ligações telefônicas estão disponíveis via satélite. Em alto-mar, qualquer ligação é cobrada como internacional e as tarifas costumam ser bem salgadas. Na Royal Caribbean, por exemplo, cada minuto custa US$ 7.

Quais são as despesas comuns dentro do navio? É preciso gastar com gorjetas, bebidas alcoólicas, suvenires?
Bebidas alcoólicas e suvenires são cobrados à parte, mas o consumo fica a critério de cada cliente. Já as gorjetas são obrigatórias por convenção em todo o mundo, e lá fora são vistas como algo corriqueiro. Como os turistas brasileiros não têm esse hábito, há companhias que já incluem as gorjetas de todos os dias no preço do pacote. Em média, são US$ 10 por dia, divididos entre garçons, maîtres, cabeleireiros e outros funcionários.

Existe um centro médico no navio? Como proceder em caso de enjoos ou algum outro problema de saúde? E no caso de doenças preexistentes ou em tratamento, é preciso informar à tripulação?
Em todas as embarcações existe um centro médico com profissionais capacitados e medicamentos para as queixas mais comuns. Caso o turista esteja no meio de algum tratamento, deve portar os próprios remédios e informar a companhia para evitar transtornos (por exemplo, com relação a xaropes com álcool na composição). Os enjoos são raros por conta do sistema de estabilidade dos navios, e remédios para diminuir o mal-estar costumam ser fornecidos pela recepção.

Qual a maioridade estabelecida em cruzeiros internacionais para o consumo de bebidas alcoólicas e outras atividades restritas?
Depende do roteiro. Em viagens para a América do Norte ou Europa, a idade mínima costuma ser de 21 anos. Na costa brasileira, a partir dos 18 anos o uso dos cassinos e do bar é liberado. Vale perguntar ao agente de viagens e, se for o caso, expedir autorização judicial ou dos responsáveis.

Quando há crianças e adolescentes a bordo, existe alguma programação específica? Há monitores, babás, berçário ou alguma estrutura do tipo? A que restrições esse grupo está sujeito?
Em geral, os cruzeiros oferecem programação especial para as crianças. A descrição das atividades pode ser encontrada em folhetos entregues diariamente nas cabines e no sistema de vídeo do navio. A esses grupos é vedado o acesso aos cassinos. Se pretende deixar a criança livre para trafegar pelo cruzeiro, lembre-se de identificá-la com nome e número da cabine. Quanto às babás, a presença varia de acordo com o cruzeiro, e o serviço às vezes requer o pagamento de uma taxa extra.

Dentre os serviços oferecidos (lavanderia, cabeleireiro, fotografia), quais costumam valer a pena? Quais têm preço excessivamente alto? É possível que o turista faça esses serviços por conta própria?
Na lista de serviços, a lavanderia talvez seja o mais essencial. Nas cabines, é proibido o uso de ferros elétricos — devido ao risco de incêndio — e não existem tanques de uso público. Em geral, os preços são bem em conta. Os serviços de spa e beleza, quando não incluídos no pacote, podem ter custo bem salgado, mas merecem ser visitados vez ou outra. Durante toda a viagem, fotógrafos contratados pela empresa registrarão milhares de poses e momentos. O serviço é cobrado por imagem, mas totalmente opcional. Como os preços são altos, recomenda-se que o turista utilize o próprio equipamento e pague apenas por aquela foto que interessar muito.

Existem áreas reservadas para fumantes? Em quais dependências do navio é possível consumir itens de tabacaria?
Para o público fumante, existem cabines específicas na parte externa. Mesmo nas áreas abertas, há espaços reservados e é preciso se informar com a tripulação. Caso o hóspede seja flagrado fumando em área proibida, receberá uma multa pesada. Nas áreas fechadas, é terminantemente proibido o uso de cigarros, charutos, narguilés, cachimbos e demais itens de tabacaria.

PARANDO NOS PORTOS

Quanto tempo, em média, dura cada parada? Em caso de pernoite no porto, é necessário que os passageiros durmam no navio?
O navio costuma permanecer ancorado em torno de 10 horas ou, em alguns casos, pernoitar no porto. Se preferirem, os hóspedes podem ficar em terra, retornando no horário de partida da embarcação.

Quais atividades são interrompidas durante a parada? Quais continuam funcionando? Caso o turista não queira fazer o passeio, pode permanecer no cruzeiro?
Se desejar, o turista pode permanecer a bordo do navio. Durante a parada, cassinos e lojas deixam de funcionar, retornando tão logo a embarcação volte a navegar. As outras atividades permanecem inalteradas.

Com quanto tempo de antecedência é preciso retornar, antes que o navio parta novamente? Existe algum sinal que anteceda o momento de desatracar?
Aqui, a regra é a mesma válida para o primeiro embarque. Geralmente, o retorno dos passageiros é permitido até uma hora antes de o navio voltar ao mar. As informações são reforçadas em todas as descidas.

Caso o passageiro não consiga retornar a tempo, é possível chegar ao navio em alto-mar com um barco menor? Se não, como ele faz para recuperar os objetos e voltar para a viagem ou para casa?
Embora não seja comum, essas situações ocorrem. Em geral, o hóspede opta por regressar a bordo no porto seguinte, deslocando-se por conta própria até o local. Caso não deseje mais reembarcar, sua bagagem estará disponível no destino final do cruzeiro, quando a viagem acabar.


NO FIM DA VIAGEM

No desembarque, quanto tempo o passageiro tem para sair do navio? Dentro da embarcação é possível comprar mais malas e sacolas para acomodar a bagagem adquirida ao longo do passeio?
Na noite que antecede o desembarque, as malas deverão ser colocadas do lado de fora da cabine e trancadas com segredo ou cadeado. Em cruzeiros internacionais, antes do desembarque, deverá ser preenchida a Declaração de Bagagem, que será apresentada à Receita Federal. O desembarque costuma iniciar assim que as autoridades portuárias liberam o navio para a operação. As lojas de bordo costumam ter pequenas mochilas e bolsas à venda em suas lojas, mas não malas de grande porte. Prefira adquiri-las nas cidades onde o navio parar.

Caso o turista esqueça algum objeto pessoal na embarcação, é possível recuperá-lo? Há um limite de tempo para a reclamação? Como é feito o pedido?
Nesse caso, o ideal é que o hóspede entre em contato com o SAC da companhia o quanto antes, para que seja verificada a localização do objetivo perdido. O serviço de achados e perdidos envia os objetos esquecidos para o escritório da companhia.

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